
Contação de histórias
17h às 18h
no gramado em frente ao quiosque, para todos os públicos com interpretação em libras.
Por que gostamos tanto de ouvir histórias? De onde vem a profunda necessidade humana de criar, ouvir e recontá-las? E quais são as histórias mais urgentes para os dias de hoje? Quais sabedorias precisamos manter longe da terra dos mortos?
Através dos tempos, seja por desenhos em cavernas, contos tradicionais, livros ou telas de cinema e dispositivos eletrônicos, a humanidade se reconhece, educa, inspira, reflete e se transforma com as narrativas que cria e conta. A partir disso, a céu aberto em atmosfera coletiva, aconchegante e à luz do Parque Olhos D'Água, o projeto Coletiva no Parque te convida a conhecer três contos populares voltados para todos os públicos: Ogaloussa e a Terra dos Mortos; Nyangara Chena, a sucuri; e Olhos D'Água.
Os referidos contos provêm de tradições africanas distintas, sendo elas Liberiana e Xona, bem como uma adaptação do conto Mãos que Curam narrado originalmente por Charlotte Blake Alston. As histórias nos convidam a refletir profundamente sobre nossas relações humanas e com a natureza. Em Ogaloussa e a Terra dos Mortos conhecemos a história de um grande caçador trazido de volta da terra dos mortos. Vivemos com ele o dilema de encontrar qual foi o maior responsável pelo seu retorno e as sabedorias contidas nesse processo. Em Nyangara Chena, a sucuri, nos deparamos com uma enorme serpente e Babacar, um jovem cheio de empatia por todos os seres vivos. Seus caminhos se cruzam de forma inesperada, envolvendo a todos da vila: homens, mulheres e crianças. Finalmente, em Olhos D'Água conhecemos a história de uma garotinha que não se enxergava como alguém especial, até que um dia - porque sempre tem um dia… - se entrega aos ensinamentos de um lago, sendo transformada e transformando a sua comunidade profundamente: uma homenagem da Coletiva ao Parque Olhos D'Água. Conheceremos três histórias divertidas, encantadoras e surpreendentes!
Narradas pelo ator e contador de histórias Jorge Marinho, com musicalidade ao vivo e chá quentinho, os contos evocam o poder transformador das narrativas para o mundo contemporâneo, celebrando o aqui e agora através de uma arte ancestral de encontro, escuta e transformação: a contação de histórias.
Esta sessão de contos é uma atualização do espetáculo Contos de Sal e Sortilégio apresentado no 8º Encontro Internacional Boca do Céu de Contadores de Histórias em São Paulo em 2018, à luz do projeto Coletiva no Parque e das belezas naturais do Parque Ecológico Olhos D'Água.
A Coletiva Teatro convida a todos para uma experiência individual e comunitária de escuta sensível às nossas raízes e sabedorias mais ancestrais.
Obs.: Sugerimos que cheguem com 15 minutos de antecedência para se acomodar confortavelmente no espaço aberto. Pode trazer canga, cadeira de praia, manta, almofada… e/ou xícara para um chazinho.
